Evento

Amendo+ reúne mais de 100 pessoas em Tupã e debate o manejo do amendoim

Promovido pela Fertybio com a Coopermota, o encontro reuniu convidados para discutir fisiologia, solo e nutrição foliar, com resultados de pesquisa da safra 2025/2026.

5 min de leitura

Lavoura de amendoim com placa "Soluções para produtividade" na área experimental em Borá (SP)
Quando
27 de agosto de 2026
Onde
Tupã, SPVer no mapa ↗

A troca de experiências e a discussão de tecnologias para a cultura do amendoim marcaram o Amendo+, promovido pela Fertybio em parceria com a Coopermota no dia 27 de agosto de 2026, em Tupã (SP). O encontro reuniu mais de 100 convidados, selecionados para conhecer mais a fundo a cultura do amendoim, e contou com a palestra do Prof. Dr. Carlos Felipe dos Santos Cordeiro.

O evento ocupou um espaço dedicado exclusivamente aos participantes e contou com buffet, em um ambiente pensado para a conversa e a troca de experiências entre os convidados.

Conhecimento técnico, não só apresentação de produtos

A proposta do Amendo+ foi ir além da divulgação de produtos. Com o tema "Fisiologia, fertilidade de solo e nutrição de planta na cultura do amendoim", a palestra trouxe ao debate os desafios da cultura e a importância de compreender as respostas das plantas às práticas de manejo.

Na sequência, foram apresentados os resultados de pesquisa da safra 2025/2026 com as soluções AMEND Pro e Murus, discutidos com os participantes. A combinação do conhecimento científico do professor com dados de campo permitiu que os convidados levassem para casa informação técnica aplicável à própria lavoura.

O experimento em Borá (SP)

O ensaio foi conduzido em Borá (SP) sob responsabilidade do professor Carlos Cordeiro, da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) e da AmendOeste — Grupo de Pesquisa em Nutrição de Plantas e Sistemas Tropicais Sustentáveis.

Realizado em área comercial, em solo arenoso e com a cultivar Granoleico, de ciclo médio-precoce, o estudo avaliou diferentes manejos foliares e seus efeitos sobre a produtividade, os componentes de produção e a incidência de cercosporioses. O delineamento foi em blocos ao acaso, com cinco repetições, e as médias foram comparadas estatisticamente.

Trator com semeadora em área de solo arenoso
Semeadura do experimento em Borá (SP), em novembro de 2025

A semeadura foi feita em 12 de novembro de 2025, a emergência ocorreu em 18 de novembro e a colheita, em 15 de março de 2026, aos 117 dias após a emergência (DAE). Durante o ciclo, a precipitação total foi de 509 mm e a temperatura média, de 26,3 °C.

Gráfico de temperatura máxima, temperatura mínima e precipitação diária de novembro de 2025 a março de 2026
Clima durante o ciclo em Borá (SP): temperaturas máxima e mínima (°C) e precipitação diária (mm). Fonte: Cordeiro/AmendOeste

Os tratamentos foliares foram aplicados separadamente, comparados a um controle sem esses produtos:

Tratamento Época de aplicação Dose (L/ha)
Controle — —
Murus 25, 40, 60 e 80 DAE 0,2
AMEND Pro 40 DAE 0,25

Técnico com pulverizador costal caminhando entre as linhas de amendoim
Aplicação dos tratamentos foliares

Produtividade: ganhos com AMEND Pro e Murus

O tratamento com AMEND Pro alcançou 6.864 kg/ha de amendoim em casca, frente a 6.028 kg/ha do controle. A diferença foi de 836 kg/ha, com superioridade estatística pelo teste LSD a 5% de probabilidade.

O tratamento com Murus registrou 6.482 kg/ha, um incremento de 454 kg/ha em relação ao controle, também com diferença estatística.

Gráfico de barras da produtividade de amendoim em casca por tratamento
Produtividade de amendoim em casca (kg/ha). Letras diferentes diferem pelo teste LSD (P<0,05). Dados: Cordeiro/AmendOeste

Os componentes de produção ajudam a explicar esses números. O AMEND Pro teve o maior número de vagens por planta, o que, segundo o relatório, está associado à maior produtividade. O Murus superou o controle em grãos por vagem e em rendimento.

Tratamento Vagens por planta Grãos por vagem Peso de 100 grãos (g) Rendimento (%)
Controle 29,2 bc 1,16 c 74,8 b 71,9 c
AMEND Pro 33,0 a 1,28 bc 74,4 b 76,4 b
Murus 30,0 b 1,36 b 73,6 b 77,2 ab
CV (%) 5,9 7,4 1,8 2,8

Na tabela, letras diferentes na mesma coluna indicam diferença pelo teste LSD (P<0,05); CV é o coeficiente de variação.

Cercosporioses: tendência positiva

A incidência de cercosporioses foi avaliada dos 45 aos 117 DAE, com a escala diagramática de notas usada pela Embrapa. A partir dos 85 DAE, as parcelas tratadas tiveram notas menores que o controle. As diferenças não foram estatisticamente significativas, e o relatório as classifica como uma tendência positiva.

Gráfico de linhas da incidência de cercosporiose ao longo do ciclo, por tratamento
Incidência de cercosporiose (notas de 0 a 10) por dias após a emergência. As médias não diferem pelo teste LSD (P<0,05). Dados: Cordeiro/AmendOeste

Resultados para o campo

Os resultados correspondem às condições específicas do experimento. Segundo as conclusões do estudo, os manejos foliares avaliados têm respostas específicas e podem ser mais explorados em pesquisas futuras, com outras combinações, doses e épocas de aplicação.

Equipe sentada entre as leiras avaliando plantas de amendoim arrancadas
Avaliação das plantas na colheita, em março de 2026

Ao conectar fisiologia, manejo e pesquisa aplicada, o Amendo+ abriu espaço para discutir tecnologias com base em resultados experimentais e nas experiências trazidas pelos próprios participantes. O evento fortalece a parceria entre a Fertybio e a Coopermota na promoção de conhecimento técnico para a cultura do amendoim na região. A Fertybio agradece a todos que participaram e contribuíram para esse encontro.

Para saber como aplicar esses resultados na sua lavoura, fale com um consultor da Fertybio ou veja o manejo Fertybio para a cultura do amendoim.

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